JARDIM ZOOLÓGICO – Objetivos, problemas, organização. – Biologia, ZOOLOGIA, Trabalho Escolar.

JARDIM ZOOLÓGICO

Populares em todo o mundo, os jardins zoológicos são espaços de lazer e recreação que possuem também funções educativas e culturais.
Jardim zoológico, também chamado simplesmente de zoológico ou zôo, é um espaço preparado para abrigar espécies animais em cativeiro, finalidades culturais, educativas e científicas. Também serve para preservar espécies sob risco de extinção em seus habitats naturais.
Evolução histórica. O hábito de colecionar animais vivos é antigo e esteve presente em várias civilizações. Mais de mil anos antes da era cristã, imperadores chineses construíam jardins onde expunham milhares de aves, mamíferos e peixes exóticos.
As conquistas de Alexandre o Grande levaram a civilização helênica até o coração da Ásia e fizeram aumentar o interesse por animais de formas curiosas, trazidos de regiões longínquas. Com os imperadores romanos, o costume ganhou maior vulto, principalmente nas fases do império em que estiveram em voga os espetáculos circenses. Hernán Cortés, ao chegar à capital asteca, no século XVI, impressionou-se com os jardins do imperador Montezuma, com animais trazidos das mais distantes regiões do império.
Só a partir do século XVIII, porém, esses estabelecimentos começaram a ser abertos ao público. O primeiro foi o Jardin des Plantes, de Paris, de 1793, época em que se criaram muitos jardins zoológicos paralelamente aos jardins botânicos, em decorrência do abundante material recolhido pelas expedições de exploração científica. Essas viagens, realizadas entre os séculos XVI e XVIII, enriqueceram e elevaram o conhecimento científico a níveis nunca antes alcançados no que se refere à zoologia e à botânica.
No século XIX surgiram alguns dos jardins zoológicos mais famosos do mundo, como o do Regent”s Park, em Londres, fundado em 1828, o de Berlim (1844), destruído pelos bombardeios na segunda guerra mundial, e o de Filadélfia (1874), nos Estados Unidos. Também na América do Sul os zôos se multiplicaram. Entre eles se destacam os de Buenos Aires e Mendoza (Argentina), Rio de Janeiro, São Paulo e Belém (Brasil), e o de Santiago (Chile). O de Chapultepec, na Cidade do México, data de 1908.
O jardim zoológico do Rio de Janeiro foi fundado em 5 de setembro de 1884 por João Batista Viana Drummond, barão de Drummond, com o nome de Jardim Vila Isabel. Lá surgiu o jogo do bicho, cuja renda era destinada à manutenção dos animais expostos. O zoológico da Quinta da Boa Vista foi inaugurado em 1945, após a extinção do anterior.

Objetivos, problemas, organização. Sob os aspectos cultural e pedagógico, os zoológicos devem garantir o acesso do público às principais informações sobre as características dos animais ali expostos: sua classificação zoológica, procedência, hábitos, biologia etc. Além das informações fixadas junto ao local onde se aloja cada espécie animal, o zoológico  cumpre essa missão por meio de recursos como vídeos, cursos, exposições, biblioteca, arquivos etc.
Recreação e lazer são algumas funções essenciais de todo zoológico e, por isso, eles costumam dispor de espaços para esse fim. Alguns possuem seções onde as crianças têm contato direto com o mundo animal em condições adequadas, aproximando-se de filhotes ou espécies inofensivas.
Do ponto de vista científico, os zoológicos são importantes porque realizam intensas pesquisas a respeito das condições de sobrevivência de espécies em cativeiro, desde hábitos alimentares até reprodução, comportamento e doenças. Essa atividade complementa o caráter preservacionista, cuja relevância é cada vez maior. De fato, espécies animais em perigo de extinção em seus habitats podem ser em parte recuperadas pelo trabalho dos jardins zoológicos. As técnicas de reprodução em cativeiro têm permitido aumentar o contingente de várias espécies, e até mesmo repovoar suas áreas de origem.
A técnica de reprodução de animais em zoológicos para posterior reintegração em habitats naturais começou a ser praticada efetivamente na década de 1970, mas, devido aos custos elevados, só se recorre a ela como último recurso. Exemplos de programas bem-sucedidos foi o de condores selvagens, levado a efeito pelo zôo de San Diego, nos Estados Unidos; o do falcão peregrino, no Reino Unido; e o do mico-leão-dourado, no Brasil.
A obtenção de novos espécimes é um dos grandes problemas dos zoológicos. As expedições de captura, com pessoal especializado das próprias entidades, é o sistema mais adequado, mas também se pode comprar de empresas especializadas. Alguns espécimes, como o urso panda da China e a ave-do-paraíso da Nova Guiné, só podem ser obtidos mediante doações dos governos. A permuta entre zôos também é muito comum.
As equipes profissionais dos jardins zoológicos enfrentam também constantes desafios, como a adaptação dos animais ao novo ambiente, sua alimentação (específica em quase todos os casos), a sempre difícil reprodução em cativeiro, a prevenção e a cura de doenças etc.

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