Proclamação da República – História do Brasil – História – Trabalho Escolar – Trabalhos Escolares.

A Proclamação da República
 
A data da Proclamação da República – 15 de novembro, se tornou feriado nacional a partir da aprovação da lei nº 662, de 6 de abril de 1949, proposta pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra.
A República no Brasil começou a dar seus primeiros passos em 1870, com a publicação do “Manifesto Republicano” no jornal A República. Com 58 assinaturas de jornalistas, advogados, médicos, negociantes e fazendeiros o documento anunciava: “Somos da América e queremos ser americanos”. Ser americano, naquele momento, significava ser republicano. Afinal, o Brasil era o único país do continente que ainda adotava a monarquia como regime de governo.
O Manifesto defendia o federalismo (autonomia para as Províncias administrarem seus próprios negócios) e criticava o poder pessoal do imperador. A partir dessas idéias surgiram os jornais, os clubes e os partidos republicanos.
Em 1873, foi fundado o Partido Republicano Paulista (PRP), na cidade de Itú, que difundiu a idéia de que a República era sinônimo de progresso. Na verdade, os cafeicultores paulistas que compunham o partido não aceitavam a falta de participação na vida política do país. O PRP passou a contar também com o apoio de parte da classe média, dos operários, do Exército e da Igreja Católica.
Em 1873, reuniu-se em Itú, na província de São Paulo, a primeira Convenção republicana. Os republicanos de São Paulo começavam os trabalhos que orientariam a ação do Partido Republicano.
Os republicanos brasileiros dividiam-se em duas tendências:
Tendência Evolucionista
Tendência Revolucionária
Representada por Quintino Bocaiúva, acreditava que a transição da Monarquia para a República deveria ser feita pacificamente.

 Representada por Silva Jardim e Lopes Trovão.
Pretendia instalar a República através da ação armada do povo.
Essa tendência era minoritária no Parlamento Republicano.
Questões que levaram a queda da monarquia:
Em 1888, a escravidão foi definitivamente abolida. Os grandes proprietários rurais do Vale do Paraíba (SP), defensores da escravidão, passaram a apoiar o movimento republicano, pois se sentiam traídos pela monarquia.
Durante o Império, o catolicismo era a religião oficial no Brasil e a Igreja era subordinada ao Estado. O império começou a perder a simpatia da Igreja Católica a partir de 1872. Nesse ano, os bispos de Olinda e de Belém puniram ordens religiosas que apoiavam os maçons. D. Pedro II solicitou que as punições fossem suspensas, mas os bispos não obedeceram, sendo, por isso condenados à prisão.
Depois da guerra do Paraguai, o Exército ganhou importância na sociedade. Mas, não tinham reconhecimento do governo monárquico. O poder dos civis era muito maior que o dos militares. Os militares queriam maior participação na vida política do país, os oficiais do Exército começaram a aderir as idéias republicanas. O coronel Benjamin Constant foi um dos que ajudaram a difundir as idéias republicanas.
Em 1844, grandes chefes do Exército (entre eles o marechal Deodoro da Fonseca) revoltaram-se contra a punição de oficiais que fizeram denúncias de corrupção acobertada por políticos.
Para resolver sua situação de isolamento, o governo imperial tentou um programa de reformas políticas (liberdade religiosa, liberdade de ensino, autonomia das províncias, mandato temporário para os senadores). Mas as reformas chegaram tarde.
No dia 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, o Marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892), liderou um golpe que depôs a Monarquia. Deodoro à frente de um batalhão, marchou para o Ministério da Guerra, depondo o Gabinete de Ouro Preto. Não houve resistência. Os revoltosos conseguiram a adesão das tropas governistas. Deodoro que estava doente, dirigiu-se então para a sua residência e os militares voltaram aos quartéis. Nesse momento, alguns republicanos, entre os quais José do Patrocínio, preocupados com a indefinição do movimento, dirigiram-se à Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, proclamando a República.  O povo não participou de nenhuma ação política, quando viram a tropa na rua, pensaram que se tratasse de um desfile militar.
Deodoro criou o governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil. D. Pedro II foi convidado a deixar o país com sua família.

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